25/10/2019 01h15 - Atualizado em25/10/2019 03h42

Sergipanos lotam Praça Fausto Cardoso para celebrar o Dia da Sergipanidade

A data que marca o orgulho de um povo por sua terra, seus valores e sua cultura, foi celebrada com uma extensa programação promovida pelo governo do Estado, através da Fundação de Cultura e Arte Aperipê

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Foto: Alícia Mendes/Funcap

Centenas de pessoas saíram às ruas para comemorar o 24 de outubro. A data que marca o orgulho de um povo por sua terra, seus valores e sua cultura, foi celebrada com uma extensa programação promovida pelo governo do Estado, através da Fundação de Cultura e Arte Aperipê. 

A programação teve inicio com uma concentração na Praça General Valadão, de onde saiu o Cortejo Cultural em direção à Praça Fausto Cardoso, com participação da banda Filarmônica Padre Marcelo, bandas marciais Augusto Franco e Marcelo Deda; desfile das bandeiras dos municípios sergipanos levadas pelos alunos da rede estadual de ensino e manifestações culturais com os grupos Peneirou Xerém, São João da Rosa, Cacumbi e Parafusos. O maestro da Orsse Guilherme Mannis executou o hino de Sergipe, seguido da apresentação da Orquestra Jovem de Sergipe. A dupla Chiko Queiroga & Antônio Rogério e o cantor Joba encerraram a festa.

Para a  presidente da Fundação de Cultura e Arte Aperipê, Conceição Vieira,  o Dia da Sergipanidade não celebra apenas a independência territorial, mas também a emancipação da identidade de um povo, que constitui os mais variados aspectos: literatura, música e folclore. A gestora cita que foi com muita determinação, energia e celebração de homens e mulheres - que naquela época se dispuseram a essa realização, que foi possível essa autonomia.

“Hoje nós precisamos falar mais disso. Colocar isso no coração e na mente da nossa juventude, quanto mais valores de civilidade, de identidade, nós construirmos dentro de nós e da juventude, menos violência, menos índices de desvio de conduta e mais pessoas envolvidas com o crescimento desse estado e consequentemente deste país. A orientação do nosso governador é que a gente precisa fomentar o desenvolvimento do estado a partir da cultura, integrar os poderes como estamos fazendo aqui hoje com mais de vinte órgãos públicos e privados envolvidos e já na preparação do bicentenário de Sergipe”, explicou Conceição Vieira.

A vice-governadora Eliane Aquino, afirmou que comemorar a Sergipanidade é se orgulhar das expressões artísticas, do sotaque, da culinária e principalmente da gente sergipana que de acordo com ela é forte, aguerrida e especial. “A gente se orgulha de Sergipe todos os dias, mas hoje, no dia em que comemoramos a Sergipanidade, o sentimento chega a se transformar em música, dança e arte em vários cantos do estado. Parabéns ao povo sergipano, orgulhoso de suas raízes e da diversidade da sua cultura” disse.

O cantor sergipano Joba, agradeceu a oportunidade de poder participar das festividades. “Poder expressar a minha sergipanidade, através das minhas canções foi uma honra e satisfação muito grande. Só tenho a agradecer pelo convite e parabenizar o Governo do Estado, através da Fundação de Cultura e Arte Aperipê pela organização do evento”, afirmou.

A servidora pública Leda Araújo, disse que fez questão de participar das celebrações do Dia da Sergipanidade. “Eu acho tão importante esse tipo de iniciativa, porque através dessa celebração é que muitas pessoas vão saber o que está representando a data de hoje, 24 de outubro, dos 199 anos da Independência de Sergipe. Tenho orgulho da minha terra, da minha cultura”.

O turismologo e professor Paulo César de Oliveira frisou que acha importante fazer essas referências. Segundo ele, é necessário celebrar essa data significativa para a construção histórica do povo sergipano. “Sergipano nós já somos desde 1820, quando ficamos livres da Bahia e nascemos de fato sergipanos. Então, nós somos o que construímos de 1820 para cá não esquecendo o que éramos antes. No contexto de regionalismo eu posso dizer como bom ceboleiro, que ser sergipano é ir à feira comer um sarapatel com farinha e nunca deixar de dizer: fi do canso, cabra da peste, essas coisas são ser sergipano”.