20/06/2019 11h05 - Atualizado em21/06/2019 10h53

Quadrilhas Juninas e público presente embelezam primeira noite do concurso do Gonzagão

Nesta sexta-feira, 21, a partir das 19h, acontece a segunda etapa eliminatória com apresentações da chave B

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Foto: Alícia Mendes

O público compareceu para prestigiar a noite de abertura do Concurso de Quadrilhas do Complexo Cultural Gonzagão, nesta quinta-feira, 20. A tradicional disputa, que enche os olhos e os ouvidos de todos, este ano envolve 36 grupos, da capital e do interior, que concorrem pela preferência e aplausos da plateia, do júri e também por uma premiação em dinheiro, que é oferecido aos cinco melhores conjuntos coreográficos.

A competição integra o Encontro Nordestino de Cultura, realizado pelo Governo do Estado sob a coordenação da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap/SE), e antes de ser iniciada “para valer”, contou com a apresentação do grupo Peneirou Xerém, que tem mais de 30 anos de tradição no trabalho junto a pessoas da terceira idade, que fez a abertura do evento, com uma exibição cheia de graça e alegria. E, logo após a apresentação dos jurados noite, cinco membros renovados a cada noite, as quadrilhas começaram a se apresentar.

A primeira delas foi a Encanto Matuto, depois Balança Mas Não Cai, seguida da estreante no concurso Serenata Festeira. Na sequência houve a desclassificação da quadrilha Pisa na Brasa, que não compareceu. Logo depois, adentraram ao espaço de dança Massacará, Balanço do Nordeste e Unidos do Arrastá Pé. E assim se deu a primeira eliminatória da competição, que segue até o dia 29 de junho.

Para cada exibição são avaliados cinco diferentes critérios: harmonia e animação; trio pé-de-serra/grupo musical; coreografia; traje/figurino e desempenho do marcador. Este último critério é único de maior responsabilidade individual, diferentemente dos demais que são coletivos. Paulo Henrique, marcador da quadrilha Serenata Festeira, formada por jovens da Paróquia do Orlando Dantas, em Aracaju, comentou sobre o papel que desempenha.

“Um desafio muito, muito grande, porque eu nunca participei de quadrilha profissional, eu sempre gostei e sempre observei, então foi observando que eu aprendi um pouco daquilo que a gente vai mostrar hoje aqui. É muita audácia da minha parte querer chegar aos pés, quem sabe um dia. Não querendo me diminuir, mas eu acho que tem muita gente boa, que eu sou fã. Mas estou seguro do que vou fazer fazer, estou tranquilo e a quadrilha também. Não é nossa primeira apresentação e a gente vai fazer o que ensaiou por nove meses”, relatou o marcador.

A quadrilha que ele representa é uma novata nas competições. Criada em 2014, até o ano passado só se apresentava em festas paroquiais e algumas confraternizações. Formada por 42 integrantes, jovens e bastante ansiosos. “Até pela falta de experiência, mas seguros do que vão fazer porque, além de tudo a gente não veio aqui para competir, mas para mostrar nosso trabalho. A gente quer dançar, a classificação não importa”, completou Paulo Henrique.

E para muitas pessoas que vão ao Gonzagão para assistir, a competição é também o menos importante. Quem ainda não tem a sua quadrilha favorita para torcer, comparece para ver a beleza e o colorido das coreografias, tão tradicionais em Sergipe no período junino. É assim para Clédis Monteiro, que mora ao lado do espaço e foi prestigiar as apresentações junto com a filha e a neta de três anos.

“Todo ano eu venho aqui para ver as quadrilhas, porque gosto de vê, gosto de forró e amo quadrilha. Me chama a atenção a apresentação e o enredo delas”, explicou a moradora, acrescentando que as apresentações são também um lazer para a família e por ser bem próximo de sua casa, ela irá em outras noites ainda.

Proporcionar momentos assim para a comunidade é uma das preocupações da organização, de acordo com a coordenadora do Complexo Cultural Gonzação, Rosângela Santana, que ressaltou também o empenho da presidente da Funcap, Conceição Vieira, para restaurar os painéis do artista Eurico Luiz, que compõe o espaço, para que o público seja recebido com carinho e respeito.

“O concurso de quadrilhas é tradicional, desde a sua fundação e para esse ano estamos com tudo pronto para essas noites que virão. Hoje abrimos com o grupo Peneirou Xerém, prestigiando um trabalho que tem mais de 30 anos junto a terceira idade e de grande relevância para a comunidade e o que o Gonzagão quer é perpetuar a tradição que é a nossa identidade. Para nós da coordenação é uma felicidade poder dar início a mais um concurso”, destacou a coordenadora.

Nesta sexta-feira, 21, a partir das 19h, acontece a segunda etapa eliminatória com apresentações da CHAVE B:

1ª Quadrilha Junina Explosão Nordestina
2ª Quadrilha Junina Peneirou Xerém
3ª Quadrilha Junina Todos em Asa Branca
4ª Quadrilha Junina Buscapé
5ª Quadrilha Junina Assum Preto
6ª Quadrilha Junina Meu Xodó 
7ª Quadrilha Junina Remelexo
8ª Quadrilha Junina Amor Caipira