11/01/2019 03h55 - Atualizado em11/01/2019 03h52

Mestres e cordéis foram os destaques no 2° dia do Simpósio do Encontro Cultural de Laranjeiras

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Cultura

Nesta sexta-feira, 11, segundo dia do XLIV Simpósio do Encontro Cultural de Laranjeiras, realizado pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap/SE), foram realizadas mesas sobre pesquisas e debate. A diretora e presidente da Funcap/SE, Conceição Vieira, esteve presente para acompanhar essa etapa do Simpósio.

No início da manhã foi apresentada a mesa “As Pesquisas e o Registro da Cultua Popular, mediada por Péricles Andrade, do Conselho Estadual de Cultura e com os participantes Fernando Sá/UFS, Eliene Benício/UFBA e Gutemberg Costa que discorreu sobre “Luiz da Câmara Cascudo e o cordel", além de contar, brevemente, a trajetória dele para conseguir cordéis pelo Brasil.

Fernando Sá, falou sobre “O cangaço e a cultura popular” e deu uma prévia do que abordaria na mesa. “É um tema bastante vasto e optei por trabalhar duas dimensões bem desenvolvidas, sobre o cangaço na literatura popular, em cordel e também a representação do cangaço tanto na resistência – como é o tema do Simpósio – quanto no conformismo. Esse Encontro Cultural de Laranjeiras é um símbolo de resistência”.

Já Eliene Benício, abordou “A dramaturgia no circo-teatro no Brasil” e ressaltou a felicidade de ter sido convidada para o Simpósio. “Gostei bastante do convite porque conheci o evento através do meu professor Nelson, em 80, que exaltava a grandiosidade desse encontro. Então vir pra cá é rememorar a presença e importância de Nelson de Araújo, enquanto pesquisador na Bahia“.

A segunda mesa, “Os Mestres e Seus Saberes: Ato de Resistência”, mediada por Fernando Aguiar/UFS e com participação de Neilton (Grupo São Gonçalo), Antônio (Grupo Cacumbi), Gicelma (Chegança Santa Cruz) e Eloi (Quadrilha Junina), discutiu conhecimentos e vivências dos seus participantes, pautada pela tradição passada entre as gerações e que buscamos manter vivas.

À tarde aconteceu a apresentação da pesquisa “Patrimônio Vivo e as Leis dos Mestres, discutindo as Experiências do Brasil”, coordenada também por Fernando Aguiar e com os seguintes com

vidados: professora Terezinha Oliva, Mestra Bárbara e Mestre Zé Rolinha.