28/06/2019 11h25 - Atualizado em28/06/2019 12h21

Arraiá do Povo proporciona renda extra para vendedores ambulantes

Além da praça de alimentação, instalada no espaço do evento, também é possível consumir os produtos dos vendedores que circulam na festa, desde comidas, brinquedos infantis aos acessórios de moda

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Foto: João Gabriel

Para muitas pessoas o período junino não significa apenas diversão. É também a chance de conseguir uma renda extra para ajudar no orçamento familiar. Na praça de eventos onde acontece o Arraiá do Povo, na Orla da praia de Atalaia, é grande a variedade de produtos que são ofertados ao público. Além do Polo Gastronômico instalado no espaço do evento, também é possível consumir os produtos dos vendedores que circulam na festa, comercializando desde comidas, brinquedos infantis aos acessórios de moda.

O casal Davi e Iraildes dos Santos tem um carrinho de pipoca. Eles contam que durante o ano inteiro circulam pela extensão da orla comercializando o produto, exceto em junho, quando fazem uma parada estratégica no Arraiá do Povo. ‘’Tem quatro anos que a gente trabalha na orla e também aqui na festa”, contam. Além de pipoca, eles têm algodão doce, maçã do amor e doces variados.

Já para Jason Sales, que veio de Patos, na Paraíba, “tentar” o mercado consumidor aracajuano, tudo é novidade. Ele caminha entre o público vendendo chapéus de couro fabricados em sua cidade.  “É a primeira vez que venho a Aracaju, vim trabalhar aqui e nas cidades mais próximas do litoral. Já tem uns 18 dias que cheguei e as vendas estão boas, não tenho do que reclamar”, informou o comerciante, que está na cidade acompanhado de mais três colegas de empreitada. 

Para Juliana Machado, que é marisqueira, junho é tempo de virar vendedora ambulante no Arraiá do Povo. Ela explica que é o período do defeso pesqueiro, e a proibição do seu ofício a leva a buscar outra fonte de renda. Enquanto ela percorre os espaços oferecendo estalos e traques infantis, a filha e a sobrinha tomam conta de um baleiro sortido de guloseimas. “Tem uns sete anos que faço isso, pois nesse tempo que a gente não pesca, tem que se virar. Toda noite estou aqui, desde a abertura”, disse a moradora do bairro Coroa do Meio. 

Porém, mesmo quem está trabalhando, também dá um jeitinho de aproveitar a festa. “A gente trabalha, mas também tira um tempo para se divertir, ainda mais numa festa tão organizada, que você não vê uma briga, não tem como explicar”, elogia o paraibano Sales, acrescentando que ainda vai ficar na cidade, para as vendas e para a festa, até o final do mês.